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Mais de 70 lixões já foram fechados no Piauí em iniciativa que acaba de ganhar reconhecimento internacional

Projeto do Governo do Estado do Piauí mostra que acabar com os lixões é possível

Se existe uma notícia que merece ser comemorada por quem acredita em um futuro mais sustentável, é esta: o Estado do Piauí já conseguiu promover o encerramento de mais de 70 lixões e agora acaba de receber reconhecimento internacional por esse trabalho.

As informações foram divulgadas pelo próprio Governo do Estado do Piauí, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

O projeto, chamado “Piauí Zero Lixões: Políticas de Mitigação da Geração de Metano no Estado”, foi selecionado pela Coalizão Subnacional para a Ação contra o Metano (SMAC) para receber apoio técnico e financeiro internacional. O reconhecimento será entregue em Londres, na Inglaterra, e coloca o estado entre as iniciativas mais promissoras do mundo quando o assunto é gestão adequada de resíduos sólidos.

Mas por que isso é tão importante? Porque os lixões estão entre os maiores problemas ambientais do Brasil.

Além de contaminar o solo e os recursos hídricos, eles atraem vetores de doenças, prejudicam a qualidade de vida da população, geram emissões de gases de efeito estufa e desperdiçam toneladas de materiais que poderiam ser reciclados.

Aliás, já explicamos em detalhes por que o Brasil precisa acabar com os lixões e quais os impactos que eles causam no meio ambiente e na saúde pública. Se você ainda não leu, vale a pena conferir esse conteúdo em nosso blog (clique AQUI).

O trabalho realizado no Piauí mostra que existe um caminho melhor. Desde 2022, o estado vem atuando em parceria com o Ministério Público do Estado do Piauí e outros órgãos para promover o fechamento gradual dessas áreas e implantar soluções ambientalmente adequadas para a destinação dos resíduos. E os benefícios vão muito além da questão ambiental.

O projeto prevê ações para ampliar a coleta seletiva, fortalecer a gestão municipal dos resíduos e incentivar a inclusão produtiva dos catadores de materiais recicláveis. Em outras palavras: mais reciclagem, mais geração de renda e menos desperdício.

Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, a meta é encerrar pelo menos 70% dos lixões ainda existentes no estado até o fim deste ano e, nos próximos anos, garantir que todos os municípios piauienses contem com sistemas adequados para a destinação dos resíduos.

Outro destaque é a redução das emissões de metano, um dos gases que mais contribuem para o aquecimento global. Quando resíduos são descartados de forma inadequada em lixões, a decomposição da matéria orgânica libera grandes quantidades desse gás na atmosfera.

Aqui no Movimento Separe. Não Pare., acreditamos que a separação correta dos resíduos dentro de casa é o primeiro passo para transformar a realidade da gestão de resíduos no Brasil. Mas também sabemos que é fundamental que estados e municípios façam sua parte, ampliando a coleta seletiva, fortalecendo a reciclagem e eliminando os lixões. Lembramos, sempre, do princípio da responsabilidade compartilhada prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos!

A notícia que vem do Piauí mostra que isso é possível. E esperamos que cada vez mais estados sigam esse exemplo.