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Levantamento da Yattó mostra que resíduos recicláveis contaminados representam entre 30% e 50% do volume de rejeitos encontrados nas cooperativas de reciclagem

Separar os resíduos recicláveis dos orgânicos é um dos hábitos mais importantes para quem deseja contribuir com a reciclagem. Mas existe um detalhe que, muitas vezes, passa despercebido: não basta colocar a embalagem na lixeira para recicláveis. Ela também precisa estar livre de restos de alimentos.

Um levantamento realizado pela Yattó reforça justamente esse problema. Entre 2025 e a primeira quinzena de junho de 2026, 42 cooperativas e organizações de reciclagem espalhadas pelas cinco regiões do Brasil foram avaliadas. Durante o estudo, um dado chamou bastante atenção: os resíduos recicláveis contaminados representam entre 30% e 50% do volume de rejeitos observados nas imagens analisadas.

Em outras palavras, uma parte significativa do material que chega às cooperativas acaba não podendo seguir para a reciclagem porque foi contaminada por restos de alimentos. O que significa “contaminar um reciclável”?

Imagine uma marmita de EPS (Isopor®), uma embalagem de molho de tomate ou um pote de iogurte. Todos eles são resíduos que podem seguir para a reciclagem, desde que sejam descartados corretamente. Mas, quando essas embalagens chegam com comida, molho ou outros resíduos orgânicos, a situação muda.

Além de perder valor para a reciclagem, elas podem contaminar outros resíduos que estavam limpos dentro da mesma lixeira, dificultando o trabalho das cooperativas e reduzindo o aproveitamento dos resíduos. Se o restante do molho de tomate que sobrou na lata vazar sobre os papéis de delivery que também estavam nesse mesmo saco de lixo, já era. Eles não poderão ser reciclados mais.