Menos 12% de lixo comum, mais 23% de coleta seletiva

Os números da reciclagem na pandemia nos mostram que o brasileiro está cada dia mais inteirado da cultura da reciclagem. Em São Paulo, cidade mais populosa do Brasil, com mais de 12 milhões de habitantes, os números durante a pandemia indicam que estamos progredindo!

Segundo a Prefeitura de São Paulo, que utiliza dados da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), o distanciamento social imposto pelo novo coronavírus fez com que houvesse aumento de 23% nos resíduos recolhidos pela coleta seletiva. Em abril a cidade coletou 7,9 mil toneladas de materiais recicláveis. No mesmo período do ano passado, quando ainda não lutávamos contra a COVID-19, a coleta seletiva ficou em 6,4 mil toneladas.

Paralelamente, a cidade observou redução de 12% no lixo comum, ou seja, todo o lixo coletado nas residências e nos pequenos comércios e serviços. Especialistas creditam essa queda ao fato de que, durante a crise do coronavírus, esses estabelecimentos permaneceram fechados por bastante tempo.

A situação no Rio de Janeiro não foi diferente. A Companhia de Limpeza Urbana da cidade (Comlurb) acusou ter observado, durante a pandemia, crescimento da coleta seletiva (21,5%) e redução do lixo comum (11%).

Considerando que tivemos um notável aumento da utilização do delivery e de suas diversas embalagens, será que este não é um bom sinal de que estamos muito mais envolvidos com o descarte correto dos nossos resíduos recicláveis?

Parece que estamos em um caminho positivo! Vamos juntos. Separe. Não pare.